Decisão política
Ora este argumento faz-me lembrar uma proposta de lei do estado de Indiana, que quase foi aprovada em 1897, e que estabelecia um método para a quadratura do círculo. Em particular o texto permitia concluir que a constante pi tinha o valor exacto de 3,2.
Por mais políticas que sejam as decisões, não é por isso que a realidade da natureza se adapta a elas. E ir contra as leis da natureza pode sair muito caro.
Neste caso da Ota não é a decisão política que vai arrasar os montes, preeencher os vales, estabilizar os lodos, desviar os rios, criar espaço para mais pistas, afastar os nevoeiros, tornar os acessos mais fáceis de construir. Tudo isso sairá muito caro à maioria dos portugueses.
Para alguns as vantagens obtidas poderão compensar largamente o preço a pagar.
Imagem:Wikipedia
7 Comments:
Caro CA, esta história de alguns políticos menos largos de vistas quererem deformar a realidade às suas pretensões não é nova, em absoluto. Foi useiro e vezeiro desde sempre e, para piorar tudo, normalmente admiram-se muito que as coisas tenham saído todas ao contrário do que planearam. Há gente que não entende mesmo que nem a realidade nem a natureza humana se mudam por decreto. O triste é chegarmos a 2007 e vermos que ainda há quem tente que as rodas sejam quadradas e mesmo assim consigam descer a encosta. A quem será que eu me estou a referir? :-)
Saudações,
Zuricher
Vê lá se me fazes uma visita!
On
De volta!
Já lá fui.
vamos ver...
Vê lá se ainda te pôem um processo disciplinar por escreveres estas coisas... :P
/me
Realmente parece-me que já estivemos mais longe do regime do Prof. Salazar do que agora. A cultura democrática é ainda um verniz muito superficial e estala mesmo naqueles partidos que se formaram na clandestinidade. Como se os socialistas de agora tivessem perdido a memória. Mas os socialistas com mais idade e história de resistência tinham obrigação de estar mais atentos. E não estou a falar de dinamite em pontes.
Ainda estamos a pagar as asneiras dos Estádios do Euro e já andam otistas a querer meter-nos num buraco ainda maior!
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